Dia Mundial da Saúde: Combate à resistência microbiana é o tema de 2011 09/04/2011
Posted by Estefânia Pires in Noticias.trackback
OMS alerta para proliferação de bactérias e outros microorganismos resistentes a medicamentos
A proliferação das bactérias e de outros microorganismos resistentes à maior parte dos medicamentos requer atenção por parte dos governos e das autoridades médicas. É com este alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência microbiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, que se comemora hoje e assinala o dia com a publicação de recomendações aos governos para que adoptem medidas de luta contra a resistência aos medicamentos.
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microorganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como no caso de cancro e o transplante de órgãos. Além disso, a resistência microbiana prolonga a doença das pessoas, eleva o risco de morte e torna os tratamentos mais caros. No ano passado, foram registados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.
Entre as medidas sugeridas estão o desenvolvimento e implementação de um plano nacional financiado, o reforço das capacidades de vigilância e laboratorial, a garantia de acesso ininterrupto a medicamentos essenciais de qualidade garantida, a regulação e promoção do uso racional de fármacos, o reforço da prevenção e controlo de infecções e o fomento da inovação, investigação e desenvolvimento de novas ferramentas.
Proliferação de superbactérias
O uso indiscriminado de antibióticos é apontado como a principal causa para a proliferação de superbactérias. Desde a descoberta da penicilina, o antibiótico é a grande arma da medicina, mas o seu uso frequente fez com que as bactérias criassem mecanismos de defesa e consigam contornar o seu efeito. Estas circulam, principalmente, dentro dos hospitais. Os pacientes internados em unidades de terapia intensiva e cuja saúde esteja mais debilitada ficam mais susceptíveis à infecção.
Para a OMS, o combate passa pelo controle da prescrição de antibióticos, o desenvolvimento de novas drogas e a higienização das mãos, principalmente por parte dos profissionais de saúde. No entanto, estudos internacionais mostram que grande parte dos profissionais não segue a orientação, ou seja, não adopta o hábito de lavar as mãos com água e sabão antes e após atender um paciente ou de algum procedimento cirúrgico. O álcool em gel tem sido uma opção utilizada dentro dos hospitais.
Em Portugal, a data é assinalada com a formação de mil e quinhentos profissionais da rede de continuados em cuidados paliativos e serão criadas quatro equipas domiciliárias no Porto, Planalto Mirandês e Mértola, através de um protocolo entre o Ministério da Saúde e a Gulbenkian.

A resistência microbiana prolonga a doença das pessoas, eleva o risco de morte e torna os tratamentos mais caros…. Às vezes tomar medicamentos atrás de medicamentos só piora, por isso, fica aqui um alerta, so tomar medicamentos quando for mesmo NECESSÁRIO!!