São Brás de Alportel reciclou tonelada de rolhas de cortiça 27/05/2009
Posted by Estefânia Pires in Noticias.Tags: ambiente, biosfera, ciência
trackback
Se um dia viajar até São Brás de Alportel e ao lado dos tradicionais ecopontos para reciclar vidro, papel, plástico e óleos descobrir um rolhão, não pense que é uma brincadeira.
A autarquia foi pioneira no mundo na reciclagem de rolhas de cortiça e em 2008 recuperou perto de uma tonelada de rolhas. Parte das receitas são para reflorestar a Serra do Caldeirão com sobreiros bebés.

Em Dezembro de 2008, os empresários dos restaurantes de São Brás de Alportel, a população são brasense e, em especial, os meninos das escolas algarvias conseguiram reunir perto de uma tonelada de rolhas de cortiça para reciclar. A causa da reciclagem da casca do sobreiro já sensibilizou até os deputados da Assembleia da República.
A cortiça recuperada no Algarve foi transportada até Santa Maria da Feira, no norte do país, onde existe a única unidade fabril a nível mundial licenciada para reciclar rolhas de cortiça, contou o presidente da Câmara de S. Brás, António Eusébio, confiante que em breve a Corticeira Amorim, consiga também certificar a fábrica de Silves para a reciclagem das rolhas de cortiça.
As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas. Depois de transformadas, as aplicações vão desde as simples bases para copos e panelas, até à utilização na indústria automóvel, construção civil e aeroespacial.
A agência espacial americana, a NASA, por exemplo, utiliza cortiça para o revestimento de foguetões, satélites, sondas e naves espaciais por ser um material leve e maleável que resiste a temperaturas de dois mil graus, como explicou Gabriel Tocha, de nove anos, estudante no Externato Menino Jesus, em Faro.
No concelho onde nasce aquela que é considerada a melhor cortiça do mundo, nasceu também a necessidade de preservar a natureza e reciclar aquela matéria-prima cada vez mais escassa.
(…)
Longe do bulício das praias, porque São Brás de Alportel, a par com Monchique, é um concelho algarvio sem areais e sem mar, a autarquia está virada para a protecção da natureza e com a ajuda da Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus), através do programa “Criar Bosques”, uma parte das receitas provenientes da venda dos produtos triturados e aproveitados a partir das rolhas servem para comprar sobreiros infantis e reflorestar a Serra do Caldeirão, onde extensos sobreirais foram destruídos pelos incêndios de 2004.
Comentários»
No comments yet — be the first.