Estudo sobre tabaco propõe interdição em recintos fechados 11/01/2012
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As coordenadoras de um estudo científico realizado em Portugal em restaurantes para fumadores propõem a proibição total de fumar em espaços públicos.
” semelhança do que aconteceu noutros países, esta medida revelou ser a única forma de proteger a saúde dos trabalhadores e clientes, melhorando efetivamente a qualidade do ar nestes espaços”, consideram Tânia Simões e Deborah Penque, coordenadoras da investigação realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).
Os trabalhadores não fumadores de restaurantes onde o fumo é permitido apresentam níveis elevados no organismo de substâncias resultantes da transformação da nicotina, concluiu o trabalho hoje divulgado num comunicado do INSA.
“As áreas de restaurantes em que se pode fumar estão altamente contaminadas com partículas finas, um marcador de contaminação por fumo de tabaco ambiental que é tanto maior quanto maior for o número de fumadores nesses locais”, referem a investigação.
As conclusões do estudo produzidom, que vai ser publicado no Journal of Toxicology and Environmental Health, revelam ainda que “as alterações previstas na atual lei, nomeadamente o reforço dos sistemas de ventilação, não garantem a proteção dos trabalhadores contra o fumo do tabaco”.
Propõem, por isso, a “revisão urgente da legislação no sentido da proibição total do ato de fumar em espaços públicos”.
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2232876&seccao=Sa%FAde
Natal deve ter estratégias para evitar desperdício 22/12/2011
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A Quercus alertou hoje para as estratégias que os consumidores podem adoptar no Natal para reduzir a quantidade de lixo produzido, dando como exemplo a reutilização de papel de embrulho.
Desde a escolha dos presentes e dos alimentos, às opções para a árvore de Natal e o destino a dar às embalagens que enchem as casas nesta altura, as decisões devem ser planeadas para evitar “consumo imediato e pouco reflectido”, afirma a associação ambientalista.
A associação ambientalista é uma das entidades que lança o alerta para as consequências económicas, como o endividamento das famílias, e ambientais dos comportamentos festivos, seguida pela associação de defesa do consumidor DECO.
No Natal, as solicitações de compra são muitas e variadas e a associação ambientalista salienta ser indispensável “resistir à publicidade enganosa para produtos e funções” de que não há necessidade e que nunca serão usados.
Gastar dentro das possibilidades e evitar recorrer ao crédito é outro conselho daquelas entidades pois “mais cedo ou mais tarde” as contas terão de ser pagas.
Pensar sobre as prendas com tempo e optar por produtos úteis para quem vai receber, duráveis e que possam reparar-se em caso de avaria, educativos, quando se trata de crianças, e que não integrem na sua composição elementos perigosos são alguns pontos realçados pela Quercus.
Em caso de dúvida sobre os gostos ou utilidade da prenda, recorrer ao “cheque-prenda” é uma alternativa.
E quando se trata de serviços apresentados como gratuitos, como no caso dos telemóveis, é preciso lembrar que “rapidamente passam a assumir preços proibitivos para as carteiras de muitos portugueses”, recorda.

O papel e as caixas podem ser reutilizados se as prendas do ano anterior foram desembrulhadas com cuidado, mas, se isso for difícil, a DECO propõe o uso de sacos de pano.
Na escolha de ofertas para as crianças, a DECO recorda os cuidados a ter com a segurança e lembra que, com a chegada de novos brinquedos a casa, mesmo incompletos, alguns dos que já não são usados podem ser doados a instituições de apoio social.
Recorda igualmente que transmitir os votos de boas festas por correio electrónico é mais barato e evita o consumo de papel e a produção de lixo.
Quanto às árvores de Natal, podem ser sintéticas ou naturais, se vendidas com autorização, e os enfeites devem ser utilizados vários anos, aconselha a associação de defesa do consumidor. Uma das propostas da DECO é reunir a família na elaboração de decorações em tecido, papel ou outros materiais, como cápsulas de café usadas ou tampas de garrafas.
Para a ceia de Natal, a Quercus pede para os consumidores não esquecerem os problemas de conservação do bacalhau e começarem a substitui-lo por outros pratos. Se for indispensável a sua presença na mesa, então a opção deve ir para a dimensão média ou grande, preocupação que deve estender-se ao polvo.
Comprar produtos nacionais e bebidas em embalagens reutilizáveis, deixar os pratos e copos descartáveis ou toalhas de papel, são outros conselhos da lista da Quercus.
“Utilize os transportes públicos nas suas deslocações às compras, ou então junte-se com amigos ou familiares num mesmo veículo e vão às compras conjuntamente, fica mais barato” e é mais amigo do ambiente, apela ainda aquela associação.
Cancro do útero: Beber café pode ajudar a reduzir riscos 20/12/2011
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Beber café pode ajudar a reduzir o risco de cancro do útero, conclui uma investigação da Universidade norte-americana de Harvard, que recomenda cautela com o açúcar e as natas que se adicionam à bebida.
Os investigadores analisaram os dados de um estudo mais amplo, que envolveu durante 26 anos 67.470 mulheres, entre as quais registaram-se 672 casos de cancro do endométrio (da membrana mucosa que reveste o útero).
A equipa da Universidade de Harvard concluiu que beber mais de quatro chávenas de café por dia durante um período prolongado de tempo diminuiu em 25 por cento o risco de desenvolvimento do cancro do útero e que beber duas ou três baixou o risco em sete por cento.
As mulheres observadas bebiam café simples ou com pouco leite e açúcar ou natas líquidas.
Confrontado com a investigação, o presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Ricardo Luz, apontou à agência Lusa que “a única conclusão séria” a retirar é que “o café bebido moderadamente e sem açúcar ou leite (natas) não é prejudicial para o útero e que até poderá ser benéfico na prevenção dos tumores do endométrio”.
Segundo o especialista, a pesquisa norte-americana é “uma reavaliação de um estudo já realizado, com outros objectivos”, e “levanta a possibilidade de que os achados se devam ao acaso e não a um verdadeiro efeito”.
De acordo com a agência Efe, vários estudos epidemiológicos anteriores demonstraram que as mulheres com alto consumo de café tinham menores níveis de estrogénios e insulina, comparativamente às que bebiam pouco ou nada, pelo que os cientistas da Universidade de Harvard trabalharam na hipótese de a elevada ingestão de café poder reduzir o risco do cancro do útero.
Ora, os altos níveis de estrogénios e insulina estão associados a um maior risco de cancro do endométrio, explicou Youjin Je, principal autora do estudo da Universidade de Harvard, publicado na revista Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention.
“O café tem muitos compostos biologicamente activos, incluindo ácidos fenólicos e cafeína, que têm uma potente actividade antioxidante e podem afectar o metabolismo, a glucose e os níveis de hormonas sexuais, que estão relacionados com o risco de cancro do endométrio”, assinalou.
A investigadora defende que o café “pode modular os níveis de estrogénios e insulina favoravelmente”, pelo que baixa o risco de cancro.
“Não recomendamos que as mulheres bebam mais café para reduzir o cancro do útero. Contudo, as que consomem café devem estar seguras de que esta bebida, em geral, não é nociva e pode, inclusive, oferecer alguns benefícios para a saúde”, frisou Youjin Je, alertando que adicionar muito açúcar ou natas líquidas contribui para o aumento de peso e para a resistência à insulina, podendo aumentar o risco de cancro do endométrio e de outras doenças crónicas.
Fonte:http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2189228&seccao=Sa%FAde&page=2
Descoberto “gene da felicidade” 12/05/2011
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Pessoas com variantes longas do 5-HTT tendem a ser mais felizes
Parte da felicidade dos humanos pode dever-se à genética, sugere um estudo publicado no “Journal of Human Genetics”, segundo o qual as pessoas com duas variantes longas de um gene chamado 5-HTT podem ver mais facilmente o lado bom das coisas, pelo que conseguem ser mais felizes.
Nesta investigação, Jan-Emmanuel De Neve, investigador da Escola de Londres de Economia e Ciência Política, recorreu a dados de um estudo americano que analisou 2574 adolescentes ao longo de 13 anos, entre 1995 e 2008. O objectivo do cientista era perceber por que motivo algumas pessoas parecem naturalmente mais felizes do que outras. Concluiu então que quem nasce com as duas versões maiores do 5-HTT tem mais probabilidades de se sentir satisfeito com a vida, do que os que nascem com uma versão mais curta.
Cada pessoa apresenta duas variantes do gene, uma derivada do cromossoma do pai e outra do da mãe, sendo que as variantes mais longas possibilitam uma melhor libertação e reciclagem da serotonina do que a variante mais pequena. O 5-HTT está envolvido no transporte desta molécula neurotransmissora que, entre outros aspectos, está associada ao sentimento de bem-estar.
Os participantes do estudo responderam a um questionário sobre o quão satisfeitos estavam com a sua vida. As respostas variavam entre “muito satisfeito”, “satisfeito”, “nem satisfeito, nem insatisfeito”, “insatisfeito” e “muito insatisfeito”.
Já dos que tinham duas cópias curtas, apenas 38 por cento diziam que estavam satisfeitos (19 por cento) ou muito satisfeitos (19 por cento). No total, 40 por cento dos adolescentes disseram que estavam “muito satisfeitos” com a vida.
Jan-Emmanuel De Neve considera que “os resultados sugerem uma ligação forte entre a felicidade e a variação funcional deste gene”. Contudo esclareceu que “o bem-estar não é determinado por apenas um gene – outros genes e especialmente a experiência que vamos tendo ao longo da vida continuam a explicar a maioria da variação entre a felicidade de cada um.”
Dia Mundial da Saúde: Combate à resistência microbiana é o tema de 2011 09/04/2011
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OMS alerta para proliferação de bactérias e outros microorganismos resistentes a medicamentos
A proliferação das bactérias e de outros microorganismos resistentes à maior parte dos medicamentos requer atenção por parte dos governos e das autoridades médicas. É com este alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência microbiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, que se comemora hoje e assinala o dia com a publicação de recomendações aos governos para que adoptem medidas de luta contra a resistência aos medicamentos.
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microorganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como no caso de cancro e o transplante de órgãos. Além disso, a resistência microbiana prolonga a doença das pessoas, eleva o risco de morte e torna os tratamentos mais caros. No ano passado, foram registados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.
Entre as medidas sugeridas estão o desenvolvimento e implementação de um plano nacional financiado, o reforço das capacidades de vigilância e laboratorial, a garantia de acesso ininterrupto a medicamentos essenciais de qualidade garantida, a regulação e promoção do uso racional de fármacos, o reforço da prevenção e controlo de infecções e o fomento da inovação, investigação e desenvolvimento de novas ferramentas.
Proliferação de superbactérias
O uso indiscriminado de antibióticos é apontado como a principal causa para a proliferação de superbactérias. Desde a descoberta da penicilina, o antibiótico é a grande arma da medicina, mas o seu uso frequente fez com que as bactérias criassem mecanismos de defesa e consigam contornar o seu efeito. Estas circulam, principalmente, dentro dos hospitais. Os pacientes internados em unidades de terapia intensiva e cuja saúde esteja mais debilitada ficam mais susceptíveis à infecção.
Para a OMS, o combate passa pelo controle da prescrição de antibióticos, o desenvolvimento de novas drogas e a higienização das mãos, principalmente por parte dos profissionais de saúde. No entanto, estudos internacionais mostram que grande parte dos profissionais não segue a orientação, ou seja, não adopta o hábito de lavar as mãos com água e sabão antes e após atender um paciente ou de algum procedimento cirúrgico. O álcool em gel tem sido uma opção utilizada dentro dos hospitais.
Em Portugal, a data é assinalada com a formação de mil e quinhentos profissionais da rede de continuados em cuidados paliativos e serão criadas quatro equipas domiciliárias no Porto, Planalto Mirandês e Mértola, através de um protocolo entre o Ministério da Saúde e a Gulbenkian.
Terramoto do Japão pode ter afectado eixo da Terra 16/03/2011
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Estudo preliminar de instituto italiano indica alteração de dez centímetros.
O terramoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter que atingiu o Japão na passada sexta-feira pode ter afectado o eixo de rotação da Terra, que se deslocou entre dez e quinze centímetros, segundo um estudo preliminar do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), em Itália. Trata-se de uma mudança que pode interferir ligeiramente na duração dos dias, pois a rotação da Terra acelerou 1,6 microssegundos.
O INGV, que estuda os diversos fenómenos sísmicos registados na Itália desde 1999, referiu que o impacto deste terramoto sobre o eixo da Terra pode ser o segundo maior que se conhece. “Foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra de 2004 e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960″, disseram os especialistas do instituto italiano.
De acordo com Margaret Glasscoe, do Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL), da NASA , as alterações no eixo da Terra ocorrem pois os terramotos alteram a distribuição da massa no planeta e, consequentemente, a velocidade da sua rotação.
Quanto mais próximo aos pólos, maior o impacto dos tremores no eixo de rotação da Terra. Por isso, o terremoto de Sumatra, em 2004, próximo ao Equador, causou uma mudança menor que o tremor chileno, embora tivesse sido de maior intensidade.
O terramoto que ocorreu, em Fevereiro de 2010, no Chile também surtiu o mesmo efeito, ao alterar o eixo em oito centímetros e diminuir a duração do dia em 1,26 microssegundos, segundo os cálculos da NASA.
Embora um microssegundo, que equivale a uma milionésima parte do segundo, não tenha qualquer relevância para o quotidiano das pessoas, pode ter um impacto significativo para operações de grande precisão. Richard Gross, também do JPL, exemplicou este impacto, dizendo que um erro de microssegundos nos computadores terrestres pode alterar quilómetros nas instruções enviadas aos robôs da NASA, em Marte.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47885&op=all
Descoberto um planeta que veio de outra galáxia 19/11/2010
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Planetas fora do nosso sistema solar já quase (e o quase é importante) não são novidade, pois já se conhecem perto de 500. Mas agora foi detectado o primeiro que vem de outra galáxia e foi aprisionado na Via Láctea com a sua Estrela, num processo de canibalismo galáctico.
Este exoplaneta que é também exogaláctico, denominado HIP 13044, tem 1,25 vezes a massa de Júpiter (é um gigante gasoso) e está em órbita de uma estrela longínqua em fim de vida, que fica à distância de 2200 anos-luz (um ano-luz equivale a 9460 milhares de milhões de quilómetros) da Terra. Está num grupo de estrelas que pertencia a uma galáxia anã que, há seis a nove mil milhões de anos, foi devorada pela nossa Via Láctea.
Este planeta, dizem os cientistas do Observatório Europeu do Sul (ESO) que relatam a sua descoberta num artigo publicado hoje online na revista “Science”, está muito próximo da sua Estrela: no ponto mais próximo da sua órbita, passa apenas a um décimo da distância que separa a Terra do Sol. Completa uma volta à sua estrela em apenas 16,2 dias.
Foi detectado usando os instrumentos do Observatório de La Silla do ESO, no Chile, através dos pequenos efeitos gravitacionais que exerce sobre a estrela.
O que se terá passado é que o planeta escapou ao destino dos que estariam mais próximos da estrela, quando esta passou pela fase de gigante vermelha. Mas na fase seguinte da sua evolução a estrela deve expandir-se outra vez, engolindo o planeta. Algo semelhante, aliás, deverá acontecer no nosso sistema solar, daqui a milhares de milhões de anos.
Mas, por ora, os cientistas estão entusiasmados por terem descoberto uma estrela e um planeta doutra galáxia. “É uma descoberta exaltante, porque é a primeira vez que se detecta um sistema planetário de origem extragaláctica”, sublinhou numa conferência de imprensa telefónica Rainer Klement, astrofísico do Instituto Max-Planck para a Astronomia na Alemanha e co-autor desta descoberta.
Fonte: http://www.publico.pt/Ciências/descoberto-um-planeta-que-veio-de-outra-galaxia_1466957
Infecções respiratórias são uma «pandemia esquecida», diz estudo 16/11/2010
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Pneumonia é a principal causa de morte de crianças até aos cinco anos
As infecções respiratórias, apresentadas por um estudo da Fundação Mundial do Pulmão como uma “pandemia esquecida”, matam 4,25 milhões de pessoas por ano, muitas delas crianças, o que corresponde a seis por cento do total de mortes em todo o planeta.
“Sabemos que pelo menos quatro milhões de pessoas morrem de infecções respiratórias agudas, mas a comunidade sanitária global não as reconhece como um grupo distinto de doenças”, referiu Peter Baldini, chefe-executivo da fundação.
Na opinião deste responsável, “com recursos relativamente modestos, há meios disponíveis para salvar milhões de vidas”, pelo que apenas é necessário “compromissos, políticas sensatas e investimentos estratégicos”.
O estudo, disponível em resumo no site do Atlas das Infecções Respiratórias Agudas, mostra que nos países mais pobres há uma maior propensão para as pessoas morrerem desse tipo de infecções, sendo a mortalidade por pneumonia 215 vezes maior em países subdesenvolvidos, por exemplo.
Entre 20 e 40 por cento dos internamentos de crianças devem-se a infecções respiratórias agudas. Só a pneumonia é responsável pela morte de 1,6 milhões de crianças com menos de cinco anos, tornando-se na principal causa de morte nessa faixa etária.
Além disso, estas infecções causam anualmente a morte a 1,65 milhões de adultos com mais de 60 anos e a meio milhão de pessoas entre os 15 e os 59 anos. Todos os anos ocorrem três a cinco milhões de casos graves de gripe, afectando mortalmente 250 mil a 500 mil pessoas.
O estudo acrescenta ainda que dos 156 milhões novos casos de infecções respiratórias anuais, 97 por cento ocorrem nos países em desenvolvimento.
Mais de 120 espécies descobertas por ano na Amazónia 27/10/2010
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WWF alerta na Cimeira da Biodiversidade para ameaças contra a diversidade da vida causadas pela pressão humana.
As cores são sempre flamejantes, quer se trate de rãs, de aves ou de répteis, e as suas formas sempre exóticas. Esta é uma das facetas da imensa biodiversidade da Amazónia. Outra é que estão sempre a descobrir-se ali novas espécies: uma a cada três dias. Ou seja, mais de 1200 na última década, e 120 só este ano.
No entanto, toda esta riqueza está em risco de erosão rápida
devido à crescente pressão das actividades humanas naquela região. Este é o veredicto de um relatório da WWF que foi ontem apresentado em Nagoya, no Japão, no âmbito da Cimeira da Biodiversidade, que ali decorre até final da semana.
O relatório da WWF passa em revista uma década de descobertas na Amazónia, entre 1999 e 2009, que inclui 637 novas plantas, 257 novos peixes, 216 anfíbios, 55 répteis, 16 aves e pássaros e 39 mamíferos. Este elas estão a rã aqui ao lado, o papagaio colorido que se encontra “quase ameaçado” ou o golfinho cor-de-rosa (em cima). Nos últimos 50 anos, porém, 17% da floresta da Amazónia já desapareceu.
Por Filomena Nave
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1695865&seccao=Biosfera
Consumo de cereais e pão remonta há 30.000 anos 20/10/2010
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WASHINGTON — A descoberta na Europa de grãos de amido sobre pedras, usadas como moinhos há 30 mil anos demonstra que os humanos pré-históricos não apenas consumiam carne, como também cereais e um pão rudimentar, segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira nos Anais da Academia Nacional das Ciências.
A descoberta feita em três sítios – Itália, Rússia e República Tcheca – parece indicar que a transformação de cereais em alimentos e talvez a produção de farinha era uma prática estendida a toda a Europa há pelo menos 30.000 anos, escrevem os autores deste estudo.
“É provável que se dispusesse de alimentos à base de plantas e com alto valor energético, que desempenharam um papel na economia alimentar de tribos que viviam da caça e da colheita”, revelam os pesquisadores.
Os indícios que existem atualmente sobre o regime alimentar dos humanos do Paleolítico proveem da análise química dos ossos, do microdesgaste dos dentes e das análises zooarqueológicas e arqueobotânicas.
Os humanos do Paleolítico eram até agora considerados caçadores, destacam os cientistas.
No estudo, os autores reportam a descoberta de grãos de amido sobre pedras em três sítios: Bilancino, na Itália, Kostenki, na Rússia, e Pavlov, na República Tcheca, que oferecem uma variedade de contextos geográficos.
Nasceu a nova Carta Geológica de Portugal 29/09/2010
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A nova Carta Geológica de Portugal, apresentada no passado domingo, identifica as zonas de risco e detecta as falhas que podem fazer a Terra tremer.
A Carta Geológica de Portugal com que os investigadores podiam contar tinha 42 anos e acaba de ser ultrapassada pelas novas tecnologias.
A nova Carta Geológica descreve todas as rochas de Norte a Sul do país e apresenta também a «geologia das ilhas», disse à TSF Tomás de Oliveira, o investigador do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) que elaborou a nova carta.
Uma das funções desta carta é descobrir as zonas de risco e detectar as falhas que podem fazer a Terra tremer, acrescentou.
A nova Carta Geológica, à escala de um para um milhão, vem ajudar também na descoberta de recursos naturais, como a extracção de água, e no Ordenamento do Território.
«A Carta Geológica retrata o conhecimento que temos em todas estas áreas», acrescentou.
Por Joana Sousa Dias
Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1671951
Peixes voadores são mais rápidos que algumas aves 21/09/2010
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Cientistas estudaram a aerodinâmica dos peixes voadores. Estão mais de 40 segundos no ar, fazendo 400 metros a 70 km/h.
Peixes voadores já todos vimos ou, pelo menos, ouvimos falar. E até de aves que dão mergulhos no mar. O que não estava explicado é porque é que os peixes voadores podem permanecer no ar mais de 40 segundos, cobrindo distâncias de 400 metros e a uma velocidade acima dos 70 km/hora. O segredo está em “voar” paralelamente à superfície, concluíram dois engenheiros da Universidade Nacional de Seul, Coreia. E que estudaram a aerodinâmica destes animais para perceber como conseguem ser tão eficientes.
Haecheon Choi, engenheiro mecânico, foi o primeiro a deslumbrar-se com a arte de voar de alguns peixes. O que aconteceu ao ler o livro de Ciências dos filhos, tendo apresentado um projecto de investigação ao colega de equipa, Hyungmin Park. O objectivo era perceber como determinados peixes conseguem permanecer tanto tempo no ar.
Entre as 40 espécies de peixes voadores que são conhecidas no mundo, Haecheon Choi e Hyungmin Park estudaram cinco de tamanho similar, o que os levou ao mar do Japão, onde vive uma grande comunidade. Além da colaboração científica da universidade a que pertencem, tiveram o apoio de algumas associações.
Os resultados do estudo foram, agora, publicados no Journal of Experimental Biology.
Os dois cientistas concluíram que, efectivamente, os peixes utilizam as barbatanas como asas, e há espécies que têm “quatro asas” (barbatanas peitorais), conseguindo uma melhor relação sustentação-força de arrasto. Mas foram mais além ao explicar a forma como adaptavam as bar- batanas ao meio aéreo.
O que os cientistas coreanos podem, agora, explicar é porque há peixes voadores que são mais eficientes do que aves. E descobriram que é o facto de sobrevoarem tão próximo e paralelamente à superfície que faz aumentar a sua eficácia e a velocidade do voo. Habilidades que os levaria a ganhar uma corrida se tivessem como adversários os patos e petréis (aves marinhas).
Os investigadores colocaram seis sensores em diversas partes do corpo dos peixes voadores mortos, sem que isso interferisse na sua flexibilidade, e meteram-nos num túnel de vento. O objectivo foi testar a relação entre a distância e o tempo de voo.
Uma vez colocados no túnel, observaram a aerodinâmica dos animais quando inclinados para os diferentes ângulos e quan-do se levantavam de uma superfície sólida e líquida.
As conclusões de Choi e Park, publicadas no Journal of Experimental Biology, indicam que quando os peixes voam junto à superfície do mar reduzem a resistência, aumentando a sustentação/força de arrasto, maximizando a eficiência de voo.
Os investigadores vão ao ponto de dizer que os peixes voadores “deslizam melhor que os insectos, assim como aves tal como os petréis e os patos”. E que deslizam tanto mais longe quanto mais perto sobrevoam à superfície, que é o que fazem em meio natural, o mar.
Verificaram, ainda, que os peixes voadores são mais estáveis na deslocação do que algumas aves marinhas. E outras das vantagens é que estão mais bem adaptados aos dois meios ambientes, seja o marítimo, em que habitualmente se movimentam, seja o aéreo.
Choi e Park não pretendem, apenas, explicar a aerodinâmica dos peixes voadores.
Agora querem construir um avião com uma tecnologia inspirada na forma de deslocação destes animais, melhorando a sua performance.
Por Céu Neves
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1666516&seccao=Biosfera
Genoma do piolho já foi sequenciado 25/06/2010
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Genética
Para um parasita tão persistente, e pontualmente perigoso, como é, o piolho acaba por ter um genoma bem simples. É pelo menos isso que diz o investigador Barry Pittendrigh, da Universidade do Illinois, nos EUA, que coordenou a sequenciação do genoma do Pediculus humanus humanus de seu nome científico.
O estudo genético, que foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, mostrou que o piolho tem o mais pequeno genoma de qualquer insecto conhecido. De acordo com os investigadores, isso reflecte também a simplicidade do seu habitat (o couro cabeludo humano) e a sua previsível dieta: o sangue do habitat. Ligado ao ser humano há milhares de anos, este insecto de genoma simples surge sempre nas piores alturas, por exemplo de crise económica, e pode transmitir bactérias e espalhar doenças.
Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1600368&seccao=Biosfera
Protecção ambiental salva bacalhau da extinção 16/05/2010
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É uma prova de que a redução das quotas de pesca, conjugada com outras medidas, pode funcionar. Há três anos, o ‘fiel amigo’ estava a um passo de sair dos pratos dos portugueses – que o consomem salgado desde o século XV – , mas agora há esperança para o ‘Gadus morhua’.
Em 2004, o Fundo Mundial para a Vida Selvagem e a Natureza (uma organização não governamental conhecida pela sigla WWF) alertava para o perigo de, em 15 anos, o bacalhau correr o risco de ficar extinto. Seis anos depois há, contudo, uma boa notícia: o WWF diz que, pela primeira vez numa década, o Gadus morhua está a ser pescado de forma sustentável no mar do Norte, graças às restrições na sua pesca, revela o The Independent.
As quotas de pesca mais redu-zidas e as me-didas empreendidas pelos próprios pescadores resultaram: o número de espécimes adultos (com capacidade de reprodução) subiu de 37400 toneladas, em 2004, para 54 250 toneladas, este ano – um aumento de 52%.
“Os sinais são encorajadores”, disse o biólogo marinho Callum Roberts, da Universidade de Iork, ao jornal britânico. “Mas apesar de a tendência estar numa boa direcção, é ainda muito cedo para celebrar”, acrescentou. O Conselho Internacional para a Exploração dos Mares, que aconselha a União Europeia, estima que o número necessário para a recuperação é entre 70 mil e 150 mil toneladas. “Essa meta das 150 mil toneladas não reflecte a abundância histórica da população”, indicou. Nos anos 1970, havia no mar do Norte 250 mil toneladas de bacalhau adulto.
O sucesso no mar do Norte tem uma razão: os ministros das Pescas europeus cortaram as quotas anuais de forma sucessiva (causando o aumento do preço do bacalhau). Além disso, os pescadores escoceses tomaram as suas próprias medidas: permitiram câmaras de monitorização nos barcos, aumentaram a malha da rede para prevenir a captura de juvenis e permitiram a introdução de um método que permite que o bacalhau escape quando estão a pescar outros peixes. “Não creio que haja algum pescador que pense que podemos continuar a pescar e a pescar”, afirmou Tom Harcus, o capitão escocês do Russa Taign, ao The Independent.
Apesar desta recuperação, o bacalhau do Atlântico continua na lista de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.
“A recuperação do bacalhau do mar do Norte é uma notícia incrível – desde que se possa manter – e vai providenciar um estímu- lo para todos aqueles preocu- pados com o estado do planeta”, escreveu o editor de ambiente do jornal britânico, Michael McCarthy.
por Susana Salvador
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1571179&seccao=Biosfera
Teoria matemática prova: o amor eterno não existe 29/04/2010
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O matemático russo Lev Pontryagin, falecido em 1988, nunca imaginou que a sua teoria do controle óptimo, desenvolvida para solucionar um contratempo de um avião de combate soviético, pudesse ser usada para explicar, por exemplo, po rque razão a cada 33 segundos termina um casamento europeu.
No entanto foi o que José Manuel Rey, da Universidade Complutense de Madrid, fez. E com base na Matemática afirmou: “Ter uma relação sentimental duradoura e satisfatória é impossível, salvo excepções”.
Rey juntou a segunda lei da termodinâmica e as equações de Pontryagin para explicar o paradoxo do fracasso: muitas pessoas casam-se apaixonadas e comprometem-se a viver juntas para sempre, mas o matrimónio acaba mal sucedido.
“Quando se inicia um casamento as sensações dissipam-se como o calor de um copo de leite, o amor não basta, há que fazer um esforço”, garante o investigador. Até aqui nada de novo.
O psicólogo norte-americano John Gottman aplicou a segunda lei da termodinâmica ao amor em 2002 e, desde então, é consultor matrimonial em Seattle a partir de conversas em laboratório. Mas Rey foi mais além.
O seu modelo teórico, publicado na PloS ONE, é um integral e uma equação, inteligíveis para qualquer pessoa não especialista em matemática, que demonstra “um mecanismo diabólico que faz com que, mesmo que se case muito apaixonado e haja muito esforço, seja muito fácil fracassar”.
Ao introduzir variáveis como a sensação positiva que produz uma relação amorosa e o custo do esforço para manter viva a chama, da máquina teórica de Pontryagin saíram três conclusões não tão óbvias. A primeira, segundo salienta Rey, é que de entre todos os modos de esforço para manter uma relação, só há uma que funciona − mesmo que a equação não diga qual.
Em segundo lugar, o esforço necessário é sempre maior do que o esperado. E por último, é fundamental manter o esforço durante toda a vida para vencer a inércia natural que, segundo mostram as equações de Rey, conduz de modo implacável a preguiça entre o casal.
Modelo vindo do espaço
O modelo teórico de Rey é reducionista e utiliza uma equação que os engenheiros da NASA empregam para ajustar a viagem de uma nave espacial, mas altera o espaço percorrido pelo amor e o combustível necessário por um esforço abstracto.
Ficam de fora milhões de variáveis. “Quando um fenómeno sociológico é tão massivo como o divórcio, é muito difícil pensar que existe uma multiplicidade de causas. Há que procurar um mecanismo simplificador, e a arte das matemáticas é eleger as variáveis chave de um problema”, aclara o cientista.
Nas equações, o esforço é apenas uma letra. Em todos os casais esse esforço é abstracto, mesmo que nuns signifique aturar a sogra e noutros suportar o companheiro a roncar durante a noite.
Mesmo que o casal seja ideal, o esforço, como reconhecem os sociólogos, é sempre maior do que esperado. O amor é “uma substancia que arrefece”, segundo Rey, que parece saber do que fala: é casado.
Quercus afirma que o planeta está à beira do cataclismo 22/04/2010
Posted by Estefânia Pires in Noticias.Tags: biosfera, ciência
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A Quercus alertou para o risco que o planeta corre de entrar em cataclismo e salientou que só em Portugal o consumo e a produção de resíduos estão 70 por cento acima da sua capacidade.
A propósito do Dia da Terra, que se assinala na quinta feira, a Quercus lembra que existe um grande défice ecológico que põe a nu a insustentabilidade da humanidade.
“Infelizmente, quatro décadas passadas desde o momento em que se designou internacionalmente um dia para celebrar o Planeta Terra, os dados indicam que o caminho percorrido não tem ido no bom sentido e a nossa capacidade de conhecer e respeitar os limites da sustentabilidade do Planeta não tem progredido”, afirmam os ambientalistas em comunicado.
No que respeita a Portugal, o panorama também é negativo: segundo dados de 2009, o país tem uma pegada ecológica de 4,4 hectares globais per capita quando tem apenas uma biocapacidade de 1,2 hectares globais per capita.
Isto significa que a pegada ecológica nacional está mais de 70 por cento acima da capacidade produtiva e de processamento dos resíduos produzidos.
De acordo com a Quercus, os dados mais recentes apontam para que a civilização humana esteja “prestes a causar um cataclismo de magnitude planetária, de que as alterações climáticas são apenas um dos sintomas”.
“O actual sistema de produção e consumo intensivos pode ser comparado à imagem de um cometa em rota de colisão com o Planeta Terra. Para já estamos a sentir apenas a chegada de pequenos fragmentos que acompanham o cometa principal. Contudo, a aproximação é rápida, pelo que o tempo para reagir começa a escassear”, afirma a associação.
Actualmente a produção e consumo a nível global excede em 40 por cento a capacidade de carga do planeta, pelo que seriam necessários 1,4 planetas para suprir as necessidades.
Mais de três quartos da população não consegue produzir dentro das suas fronteiras os recursos que consome, nem desfazer-se dos resíduos que produz.
A pegada ecológica do cidadão europeu ocupa, em média, 4,6 hectares globais e a de um cidadão dos EUA 9,6 hectares globais, quando a disponibilidade global é de 1,8 hectares globais per capita, afirma a Quercus.
“Este desrespeito pelos limites do planeta Terra acontece quando apenas mil milhões de pessoas têm uma vida abastada, mil a dois mil milhões vivem em economias de transição e cerca de três a quatro mil milhões sobrevivem com apenas alguns euros por dia”, sublinha a associação.
Por isso, os ambientalistas deixam um alerta: considerando que a população mundial em 2050 terá previsivelmente crescido dos actuais 6 mil milhões para 9 mil milhões, será necessário que os europeus reduzam a pegada ecológica para 25 por cento da actual e os EUA para 10 por cento.
Fonte Lusa
Atrazina pode alterar sexo das rãs 09/03/2010
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Estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences
A atrazina, o herbicida mais utilizado nos Estados Unidos, consegue tornar rãs machos em fêmeas, que são capazes de se reproduzirem com sucesso, adianta um novo estudo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Embora investigações anteriores tenham demostrado que a atrazina pode causar anomalias sexuais nas rãs, como hermafroditismo, este estudo é o primeiro a descobrir que os efeitos da atrazina são duradouros e podem influenciar a reprodução de anfíbios.
De acordo com Tyrone B. Hayes, autor do estudo e investigador da Universidade da Califórnia (EUA), os resultados obtidos sugerem que a atrazina poderá ter efeitos potencialmente prejudiciais sobre as populações de anfíbios, animais que já estão a sofrer um declínio global.
Sendo que esta substância, que já é proibida na Europa, interfere com a produção do estrógeno, presente nas mulheres e nas rãs, os resultados poderiam ter implicações para os seres humanos também, diz Hayes.
Mudança de sexo Os investigadores da equipa de Hayes acompanharam o crescimento de um grupo de 40 rãs, que se desenvolveu em água que continha níveis de atrazina semelhantes aos verificados em ambientes onde este herbicida é utilizado. Compararam posteriormente este grupo com outro composto também por 40 rãs criadas em água sem atrazina.
Verificaram então que as rãs que não foram expostos ao herbicida permaneceram do sexo masculino, enquanto dez por cento das rãs do outro grupo foram completamente feminizadas. Embora os seus genes indicassem que eram do sexo masculino, a sua anatomia era feminina, possuindo inclusivamente ovários.
Estas rãs conseguiram mesmo acasalar com machos e produzir ovos férteis. Já nas rãs expostas à atrazina, mas que se mantiveram machos, foi verificado que houve uma redução da fertilidade e dos níveis de testosterona. Além disso, demonstraram estar menos aptas para comportamentos de acasalamento.
Após estas conclusões, Hayes alerta para o perigo da atrazina que, juntamente com as mudanças climáticas, a perda de habitat e o perigo das espécies invasores, pode pôr em risco as populações de anfíbios. A atrazina, o herbicida mais utilizado nos Estados Unidos, consegue tornar rãs machos em fêmeas, que são capazes de se reproduzirem com sucesso, adianta um novo estudo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Embora investigações anteriores tenham demostrado que a atrazina pode causar anomalias sexuais nas rãs, como hermafroditismo, este estudo é o primeiro a descobrir que os efeitos da atrazina são duradouros e podem influenciar a reprodução de anfíbios.
NASA diz que sismo no Chile mudou o eixo da Terra 03/03/2010
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Fenómeno também encurtou os dias
Um artigo publicado pela NASA admite que o eixo da Terra se alterou e que os dias no planeta podem ter sido encurtados em 1,26 microsegundos, depois do grande terramoto de 8,8 graus na escala de Richter que assolou o Chile no passado dia 27 de Fevereiro.
Segundo o artigo publicado hoje pela NASA no seu site, o cientista Richard Gross (do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA na Califórnia) e a sua equipa efectuaram cálculos complexos que permitem concluir que os dias na Terra deverão ter sido encurtados em cerca de 1,26 microsegundos – sendo que um microsegundo corresponde à milionésima parte de um segundo -, na sequência do terramoto ocorrido ao largo da costa chilena no passado sábado.
A NASA indica que “o mais impressionante é, talvez, o quanto o terramoto mudou o eixo de rotação da Terra”, que determina a duração dos dias. Os cálculos efectuados por Gross mostram que o eixo se alterou em aproximadamente oito centímetros.
O modelo utilizado para efectuar estes cálculos foi o mesmo utilizado em 2004 para estimar os efeitos do sismo de magnitude 9,1 que ocorreu nesse ano em Sumatra e encurtou os dias em 6,8 microsegundos, alterando o eixo da terra em cerca de sete centímetros.
O facto de o terramoto do Chile ter alterado mais o eixo da Terra do que o de Sumatra, de magnitude superior, tem duas explicações para os investigadores: por um lado, o sismo de Sumatra ocorreu mais perto do equador, enquanto o sismo do Chile ocorreu numa zona de latitude média, o que potencia a alteração vertical do eixo terrestre; por outro lado, a falha responsável pelo sismo no Chile está ligeiramente mais inclinada para o interior da crosta terrestre do que a responsável pelo sismo de Sumatra, o que permite um maior movimento vertical da massa do planeta.
O sismo que atingiu o Chile no passado dia 27 de Fevereiro, de 8,8 graus na escala de Richter, foi 700 a 800 vezes mais forte que o do Haiti, em Janeiro, e libertou uma energia de aproximadamente cem milhões de toneladas – a bomba nuclear que dizimou Hiroxima tinha apenas seis.
Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1508820
Borboleta monarca viaja a 4 mil Km/h 09/02/2010
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Borboletas migratórias têm bússola interna
Estudos explicam proteína responsável por orientação de animais
Borboleta monarca viaja a 4 mil Km/h
Dois estudos, recentemente publicados – um na «Science» e outro na «Nature» -, sugerem que aves e outros animais migratórios se regem pelo campo magnético terrestre para se orientarem e chegar mais depressa ao destino.
As borboletas que migram do Norte da Europa para o mediterrâneo, no Outono, como as Autographa gamma, por exemplo – e inversamente durante a Primavera -, não se deslocam ao sabor do vento; e o estudo original determina que estes insectos sabem como aproveitar rapidamente para viajar e corrigem o seu destino caso o vento não sopre de feição.
O artigo da «Science» indica que as borboletas têm uma espécie de bússola interna; já o texto da «Nature», acrescenta algumas explicações.
A equipa de Jason Chapman, do Rothamsted Research, BBSRC, G-B, desenvolveu radares para detectar a passagem de borboletas migratórias, desde centenas de metros de altitude. Os investigadores britânicos centraram, especialmente, o estudo em três espécies nocturnas e uma diurna. Uma das borboletas nocturnas viaja a mais de 400 metros de altitude. Os insectos migratórios deslocam-se em média a 54 quilómetros por hora, mas podem chegar aos 90 quilómetros por hora se o vento for forte – o que é mais do que a sua constituição lhes permite.
Estas borboletas podem chegar ao destino pretendido apenas após algumas noites. Durante a Primavera, os ventos sopram para Norte, segundo sublinham os investigadores, e isto facilita bastante o trajecto. Já no Outono, são orientados para Este, mas podem sempre corrigir a trajectória.
Um modelo usado em meteorologia para a dispersão de partículas na atmosfera permitiu confirmar que os caminhos preferidos pelas borboletas migratórias nem sempre dependem do vento. Segundo estes modelos, percorrem mais 40 quilómetros, devido à correcção feita.
Ainda Steven Reppert, da University of Massachusetts (EUA) decidiu estudar uma proteína fotorreceptora presente em insectos e vertebrados: o criptocromo. Nas borboletas monarcas (Danaus plexippus), que viajavam perto de quatro mil quilómetros por hora, entre a América do Norte e o México, esta proteína permite detectar o campo magnético terrestre.
GREEN CORK SPOT – Reciclagem de rolhas de Cortiça 28/01/2010
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Desde dia 5 de Junho, dia Mundial do Ambiente, que já é possível ir colocar as suas rolhas de cortiça para reciclagem nos hipermercados Continente, nos centros comerciais Dolce Vita e nos agrupamentos de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas.
O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.
O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2!
As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.
Defender a rolha de cortiça
Assiste-se, actualmente, a uma grande pressão sobre as rolhas de cortiça, produto vital na cadeia de valor acrescentado que beneficia as comunidades rurais e que garante igualmente a sustentabilidade económica de todas as aplicações de cortiça. Esta pressão provém de produtos alternativos (vedantes sintéticos e cápsulas de alumínio), que são derivados do petróleo e do alumínio, indústrias ambientalmente nocivas.
Há, pois, que defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global. Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, contrariamente ao que acontece quando se decompõe ou é incinerada.
Porquê reciclar rolhas de cortiça?
A rolha de cortiça faz parte da embalagem do vinho e tal como noutras embalagens em que as tampas ou vedantes são reciclados, a rolha de cortiça também deve ser. Sem esta reciclagem a rolha de cortiça não se pode defender a rolha de cortiça como um produto ecológico. Defendendo a rolha de cortiça estamos também a defender o montado de sobro e a biodiversidade que lhe é associada.
A matéria-prima cortiça, como produto natural (que necessita de um tempo longo de crescimento) é limitada, pelo que o seu reaproveitamento não diminui a utilização da cortiça que sai das árvores, mas permite a sua utilização em outros produtos. Não serão feitas novas rolhas a partir das usadas, as rolhas serão materia-prima para a produção de outros materiais como isolamentos de construção que substituem e se tornam mais competitivos em relação aos seus equivalentes sintéticos menos amigos do ambiente.
Este projecto de reciclagem ajudará o ambiente de 3 formas:
1 – redução de resíduos
2 – defesa da rolha de cortiça como produto plenamente ecológico e consequente defesa do montado
3 – plantação de novas árvores (espécies mediterrânicas)
Planeta Terra é autêntico triturador de asteróides 22/01/2010
Posted by Estefânia Pires in Noticias.Tags: ciência, espaço
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Uma equipa de cientistas norte-americana descobriu que os asteróides não são tão sólidos como parecem e que até a força gravitacional do nosso planeta os consegue destruir.
Visto do espaço, o planeta Terra parece uma bola azul bastante serena. Mas os asteróides não têm a mesma opinião. Um grupo de cientistas norte-americano descobriu que a gravidade terrestre funciona como as lâminas de um triturador para estes corpos celestes. Isto porque afinal os asteróides são menos sólidos do que o que se imaginava. Está dado o primeiro passo para construir uma arma que desintegre os asteróides antes que caiam na Terra.
Pensava-se que estes corpos celestes tinham uma forma semelhante a uma batata devido às colisões frequentes com os planetas vizinhos. Mas observações recentes mostram que os asteróides, quando vistos de perto, são semelhantes a montes de gravilha unidos pela fraca gravidade que estes corpos celestes têm. Aliás, esta força é tão fraca que por vezes os asteróides se dividem em dois, recongelando-se centenas de anos depois.
Agora, os investigadores sugerem que estes asteróides próximos da Terra (NEA, em inglês) – aqueles que a órbita faz passar próximo do nosso planeta – são tão frágeis que as faces se desfazem sempre que encontram a gravidade terrestre.
Esta ideia surgiu devido a uma curiosa observação: a maioria dos asteróides apresenta uma camada ligeiramente avermelhada por causa do constante bombardeamento de partículas de vento solar. A este processo chama-se erosão espacial. Mas a superfície dos NEA estava fresca e sem efeitos de erosão espacial. O asteróide tinha a superfície fresca por causa da passagem junto do campo gravitacional terrestre. O passo seguinte foi reproduzir as órbitas de todos os NEA que não apresentavam erosão espacial.
“Todos os asteróides frescos, quando localizada a sua rota até há 500 mil anos, passaram próximo da Terra”, diz Richard Binzel, co-autor do estudo, do Massachusetts Institute of Technology de Cambridge (EUA). O que parece acontecer, explica Binzel, é que até a mais “gentil” força gravitacional consegue triturar a superfície de um asteróide. “É como se raspássemos uma parede de neve suja”, diz. “O resultado seria uma camada de neve que iria tornar a parede fresca e brilhante novamente”.
Em 2029 está prevista a passagem de um asteróide, o que será uma oportunidade para investigar melhor a sua superfície.
Por Bruno Abreu
Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1476012
Glaciares derretem menos do que o previsto 20/01/2010
Posted by Estefânia Pires in Noticias.Tags: ambiente, ciência
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Glaciares do Alasca perderam 42 km3 por ano desde 1962. Estimativas eram piores.
Entre 1962 e 2006, os glaciares do Alasca perderam 42 quilómetros cúbicos de água por ano, contribuindo para a subida do nível do mar em 0,12 milímetros anuais. Valores que confirmam o acelerado degelo nas últimas décadas, mas que ainda assim ficam abaixo de estimativas anteriores, que apontavam para os 0,17 milímetros por ano.
“Estes níveis representam cerca de 34% a menos do que anteriormente se previa”, explicou Etienne Berthier, da Universidade de Toulouse, chefe de uma equipa franco-canadiana, que demonstrou as suas conclusões com imagens via satélite do maior território dos EUA.
Num artigo publicado ontem na revista Nature Geoscience, os investigadores atribuíram a diferença ao facto de os registos anteriores se “basearem em medições de um número limitado de glaciares”. Além disso, acrescentam num comunicado, as imagens obtidas pelos satélites Spot5 e Aster (ver fotografia) permitiram também obter “uma melhor resolução espacial”.
Por fim, os investigadores atribuíram os anteriores cálculos errados ao desconhecimento de um factor: o efeito de preservação proporcionado pelos detritos acumulados sobre parte dos glaciares: “As línguas glaciares, ao avançarem pelos vales, podem ficar cobertas de detritos. E assim protegido do Sol, o gelo derrete mais lentamente.
Porém, avisaram, as novas estimativas em nada alteram a “aceleração espectacular” do degelo. Sobretudo desde a década de 1990.
Segundo os especialistas, nos últimos 50 anos, “o recuo dos glaciares e das calotas glaciares” do planeta “contribuiu para uma subida do nível do mar de 0,5 milímetros por ano”. Ou seja: uma elevação de cerca de 2,5 centímetros desde o início da década de 1960.
Os glaciares característicos do Alasca são os de vales ou alpinos – assim chamados por geralmente se encontrarem junto a regiões montanhosas. Entre os mais famosos deste Estado norte-americano contam-se o Hubbard e o portage.
A nível mundial, este tipo de formação representa uma área de superfície entre os 500 mil e os 600 mil quilómetros quadrados.
Muito mais extensas são as chamadas calotas glaciares – que se estendem também por superfícies planas -, nomeadamente a da Antárctida (12,3 milhões de quilómetros quadrados) e a da Gronelândia (1,6 milhões de quilómetros).
No seu conjunto, os glaciares cobrem mais de 10% da superfície terrestre.
Por Pedro Sousa Tavares
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1472424
Água na lua marca ano de 2009 06/01/2010
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Com o ano de 2009 a terminar, a revista Science elegeu os dez avanços mais significativos na área da ciência e investigação. Para a humanidade, uma das notícias mais marcantes é a da descoberta de água na Lua na maior da parte da sua superfície. A cura para a cegueira hereditária e reparação do ‘Hubble’ são outros dos eventos dos referidos na publicação
Um meio de salvar as plantas em tempos de seca prolongada; a descoberta de água na Lua; a reparação do Hubble e a detecção dos restos fossilizados com mais de quatro milhões de anos são alguns dos marcos do ano de 2009 na área da ciência. A selecção é da revista norte-americana Science, que ainda destaca uma descoberta publicada na última edição, quinta-feira, a identificação do Ardipithecus ramidus, um hominídeo que viveu há 4,4 milhões de anos na actual Etiópia”, conhecido por “Ardi” e mais antigo que “Lucy, que ocupava até agora esse lugar.
A detecção de pulsares pelo Fermi – o telescópio espacial de raios gama – a reprodução dos comportamentos previstos pelos “monopólos magnéticos” ou a reparação do Hubble são outras das descobertas referidas neste top ten da revista.
No campo da medicina, a Science destaca investigadores europeus e norte-americanos que descobriram uma forma de tratar a cegueira hereditária, doença genética mortal que afecta o cérebro. Ou ainda a descoberta da ramicina, que nos ratos prolonga a vida em cerca de 20 meses e que aplicado aos humanos poderá revelar-se num prolongamento de mais de 60 anos. Na Lua, o destaque vai para a confirmação de existência de água na maior parte da superfície através da detecção de vapor de água e gelo em detritos de uma colisão de um segmento de foguetão.
A utilização de grafeno para fabricar sistemas electrónicos experimentais e o primeiro raio X a laser são outros dos marcos apontados. Numa antevisão de 2010, a publicação aponta como temas a seguir o metabolismo das células cancerosas, a utilização de células estaminais no tratamento das doenças neuropsiquiátricas e o futuro dos voos tripulados no espaço.
Uma expedição da NASA realizada a Saturno – com um instrumento norte-americano a bordo de uma nave indiana – confirmaram não só a água localizada nos pólos da Lua mas também moléculas de água em superfícies mais amplas da Lua. Assim como em Marte, embora neste caso seja menos abundante. Sendo a água essencial para a sobrevivência humana, os cientistas ficaram satisfeitos com a descoberta.
Cientistas sul-coreanos criaram uma técnica de produção de grafeno, um material que vai revolucionar as máquinas e o mundo electrónico. Esta descoberta vai ter implicações no fabrico do equipamento electrónico com futuros computadores maleáveis e ultafinos. Esta descoberta tem ainda implicações na própria roupa dos consumidores.
Investigadores constataram que a substância rapamicina – encontrada na ilha da Páscoa, no Chile – prolonga a vida dos ratos no equivalente a 60 anos de vida humana. A substância foi descoberta nos anos 70 mas este ano os médicos reformularam os medicamentos para que pudesse ser metabolizado por ratos em laboratório em 20 meses. O equivalente a 60 anos em humanos. Esta molécula é muitas vezes usada para transplantes, uma vez que evita a rejeição de órgãos.
LCLS e SLAC: o SLAC National Accelerator Laboratory (o acelerador linear de partículas de Stanford) apresentou o primeiro laser de raios X do mundo, uma poderosa ferramenta de investigação capaz de captar imagens de reacções químicas em progresso, de alterar estruturas electrónicas dos materiais e fazer muitas outras experiências numa vasta gama de áreas científicas . A máquina de raios X foi eleita este ano a melhor invenção de sempre, em 1895.
Esta descoberta – resolução de estrutura no espaço de uma molécula de receptor de ácido abscísico – vai permitir a sobrevivência das plantas em períodos prolongados de seca. Isto porque nas plantas esta resolução da estrutura no espaço de uma molécula que é crucial para ajudar as plantas a sobreviver às secas. O que poderá ajudar a melhorar os rendimentos agrícolas em todo o mundo e permitir a produção de biocarburantes em terrenos marginais.
A descoberta de combinar terapia genética com terapia molecular com células estaminais do sangue permitiu a investigadores norte americanos e europeus tratar a cegueira hereditária. Uma doença genética mortal que afecta o cérebro. A terapia foi experimentada em três jovens na casa dos 20 a nos – há um ano – e que já demonstram grandes melhoras.
Depois de cinco saídas para o espaço para efectuar o programa de reparações traçado, a tripulação do vaivém Atlantis conseguiu substituir a instrumentação avariada por novos equipamentos. As reparações realizadas nos últimos dias permitirão o Hubble continuar no activo , pelo menos durante cinco anos de acordo com as previsões da NASA. Esse será o tempo necessário para colocar em órbita o sucessor do Hubble, o futuro telescópio espacial James Webb.
Os restos fossilizados do Ardipithecus ramidus, um hominídeo que viveu há 4,4 milhões de anos na actual Etiópia e conhecido por “Ardi” foi eleita a descoberta do ano. Os seus restos precedem aos de “Lucy” – que até agora era o registo mais antigo classificado pelos arqueólogos do mais antigo esqueleto parcial conhecido como hominídeo e aproxima os investigadores do último antepassado comum a humanos e chimpanzés.
Uma nova gama de pulsares detectada pelo Fermi Telescope da NASA resolve o mistério das fontes raios gama e ajuda os cientistas a compreender os mecanismos por detrás das emissões de pulsar. Um pulsar é uma estrela de neutrões que gira rapidamente, e que mais não é que o núcleo denso remanescente após uma explosão de supernova. A maioria dos 1 800 pulsares conhecidos foram encontrados através de emissões periódicas na região espectral do rádio.
Físicos britânicos que trabalham com materiais quebráveis denominados por “vidros de spin” realizaram uma proeza ao criar ondulações magnéticas que reproduzem o comportamento dos “monopólos magnéticos” . Estes cientistas observaram pela primeira vez cargas magnéticas isoladas a comportarem-se como cargas eléctricas. Ou seja: os tais monopólos magnéticos a criar ondulações magnéticas.
por Filipa Ambrósio de Sousa
Fonte: DN Ciência – Descobertas
Uma nova espécie de búzio deu à costa no Algarve 27/12/2009
Posted by Estefânia Pires in Noticias.Tags: biosfera, ciência
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O projecto de cartografia da vida marinha na costa algarvia permitiu aos investigadores do Centro de Ciências do Mar identificar 32 novas espécies. A mais recente é um pequeno búzio de dois centímetros de comprimento que só foi encontrado no Sul do País. Entre a descoberta inicial e a comprovação de que a espécie não estava registada passaram seis anos.
Um biólogo do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve descobriu durante um mergulho uma nova espécie de búzio. O minúsculo Fusinus albacarinoides foi encontrado durante um trabalho de campo, que tem como objectivo é traçar um mapa da biodiversidade da costa algarvia.
Foi a primeira vez que este gastrópode foi identificado e registado a nível mundial. “Começámos a descobrir indivíduos desta nova espécie a partir de 2002 e 2003, entre as zonas marítimas de Albufeira e Armação de Pêra”, explicou ao DN Carlos Afonso, o responsável pelo achado.
Apesar de no início parecer tratar-se de uma espécie semelhante a outras duas já identificadas uma investigação mais cuidadosa nos anos seguintes abriu caminho a outra conclusão. “É como os ingleses costumam dizer, a espécie é overlooked, pensa-se que é uma coisa e classifica-se como uma espécie já existente”, explicou. Contudo “começámos a olhar com mais atenção e, depois de enviar uma amostra a um especialista que trabalha com este grupo de moluscos, começámos a desenvolver um artigo e chegámos à conclusão que se tratava de uma nova espécie”, salientou o biólogo.
O Fusinus albacarinoides tem cerca de vinte milímetros de comprimento e oito de diâmetro. E embora o género “Fusinus” seja bastante comum e exista um pouco por todo o mundo, a nova espécie foi, para já, apenas identificada na costa algarvia, diz a equipa de biólogos da Universidade do Algarve.
“Acreditamos que é endémica da nossa costa”, frisou o biólogo Carlos Afonso que, apesar de ter 36 anos, já não é um novato na matéria de descobertas. Depois de se ter licenciado na Universidade do Algarve em Biologia Marinha, há nove anos atrás, começou a trabalhar como bolseiro de investigação para a mesma instituição.
Os primeiros registos de novas espécies por parte deste biólogo aconteceram pouco depois de se ter licenciado, numa investigação levada a cabo nas águas de Cabo Verde. “Foi lá que identifiquei seis novas espécies de moluscos, com a curiosidade de cinco delas serem carnívoros, com a ajuda de um colega espanhol”, contou.
A descoberta do búzio em águas algarvias assume uma importância acrescida. “Em Portugal é uma proeza porque existem mais cientistas e investigadores, para além de ser um mar mais conhecido em termos científicos”, destacou.
O projecto que permitiu a identificação do búzio – “Cartografia das comunidades marinhas da costa algarvia dos zero aos 30 metros de profundidade” – está a ser desenvolvido pelo CCMAR e financiado pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve. O objectivo é constituir um mapa da biodiversidade da costa algarvia. Até agora foram identificadas cerca de 1272 espécies, correspondentes a 155 peixes, 998 invertebrados e 119 algas, com um total de 32 espécies registadas pela primeira vez em Portugal.
Depois da confirmação da existência desta nova espécie de búzio, o grupo de investigadores do CCMAR da Universidade do Algarve, do qual faz parte Carlos Afonso, está a desenvolver outra investigação semelhante. Aquela que poderá ser uma nova espécie de alga, está a ser analisada há mais de dois anos. O estudo será mantido em segredo até à sua confirmação por parte da comunidade científica.
por Alexandre Moura
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1451519&seccao=Biosfera
“Ovo estrelado” a sul dos Açores pode ser a cratera de um meteorito 19/12/2009
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Robô submarino Luso mergulha na zona em 2010
Parece mesmo um ovo estrelado, com as formas da gema no meio e da clara à volta, pelo que quem a viu pela primeira vez lembrou-se logo de lhe dar esse nome. Só que este é um “ovo estrelado” geológico, uma estrutura bem grande, estampada no fundo do mar, 150 quilómetros a sul dos Açores, que está a causar perplexidade entre os cientistas portugueses – e não só, pois acaba de ser apresentada na reunião anual da União Geofísica Americana, em São Francisco.
A história desta descoberta leva-nos a um cruzeiro científico, no ano passado, realizado pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC). Nos trabalhos para reivindicar que a plataforma continental portuguesa se estende para lá das 200 milhas náuticas, dando direito ao país de explorar os recursos no solo e subsolo marinhos, uma das coisas que este grupo técnico-científico fez foram levantamentos da morfologia do fundo do mar (através de uma sonda com múltiplos feixes sonoros).
Com esses dados, construíram-se depois mapas de grande resolução do relevo marinho. Mas só em meados deste ano, depois de Portugal ter entregado em Maio a sua proposta de extensão da plataforma nas Nações Unidas, é que os investigadores da EMEPC foram olhar com outros fins científicos para os dados que recolheram nas campanhas oceanográficas. Foi então que se depararam com o “ovo estrelado”, dois quilómetros abaixo da superfície do mar.
As imagens revelavam uma estrutura relativamente circular com seis quilómetros de diâmetro e, no centro, surgia uma elevação, como se fosse a gema, com três quilómetros de diâmetro. A parte da “clara” deste ovo geológico encontra-se 110 metros abaixo do fundo do mar circundante. Já da base da clara até ao topo da gema são cerca de 300 metros.
A hipótese do meteorito…
No início de Outubro último, a equipa da EMEPC regressou ao local para confirmar a descoberta e, se as condições do mar deixassem, mergulhar no local com o robô submarino português, o Luso. O mar não deixou, pelo que o mergulho com este veículo tripulado à distância, a partir do navio, ficou adiado até 2010. Nessa altura, ideia é que o robô traga do “ovo estrelado” pedaços de rochas e amostras de sedimentos, para que possam desvendar-se todos os seus mistérios. E eles são muitos, a começar pela origem.
Existem três possibilidades para a sua formação, diz o engenheiro hidrógrafo e oceanógrafo físico Manuel Pinto de Abreu, o responsável pela EMEPC, que se encontra em São Francisco. Ou é uma cratera formada pelo impacto de um meteorito. Ou um vulcão de lama, formações que, em vez de lava, expelem sedimentos finos carregados de metano, como as que existem no golfo de Cádis. “Ou é uma coisa completamente diferente”, resume Pinto de Abreu.
Em relação à hipótese do meteorito, a estrutura apresenta algumas características que se coadunam com a colisão de um corpo cósmico com a Terra: por exemplo, é comum a existência de um empolamento no centro das crateras de impacto. A confirmar-se mesmo como cratera – por exemplo, através da presença de vidros devido a um violento impacto na crosta terrestre -, não deverá ter mais de 17 milhões de anos, uma vez que essa é a idade atribuída ao fundo do mar naquela zona. A camada de sedimentos em cima do cume poderá também dar uma ideia de há quanto tempo ocorreu o impacto.
Encontrar vestígios, em sedimentos na costa, de um tsunami que a queda de um objecto destes no mar teria de causar é outra forma de ajudar a deslindar o mistério.
Para já, a equipa portuguesa está a fazer simulações matemáticas para testar a ideia do impacto. Que tamanho teria de ter o meteorito para causar a cratera e o empolamento central é uma das questões para que procuram resposta.
… e a do vulcão de lama
No entanto, não só as dimensões da gema geológica são muito grandes, como ela tem uma forma muito suave para ter resultado da colisão de um meteorito, por isso há quem não se incline para esta possibilidade e fale de um vulcão de lama.
O problema é que os vulcões de lama encontrados até agora não se formaram em regiões com o contexto geológico em que se localiza o”ovo estrelado”. Primeiro, explica Pinto de Abreu, porque a camada de sedimentos dessa área é pouco espessa para fazer a retenção dos fluidos vindos do interior da Terra, como é o caso do gás metano dos vulcões de lama. Segundo, porque naquela região não se conhece a existência de compressão entre placas tectónicas. No golfo de Cádis, é precisamente essa compressão (entre a placa africana com a euroasiática) que força o metano em profundidade a ser expelido para a superfície.
Os vulcões de lama têm despertado muito interesse, pois, por causa do metano, são vistos como uma possível fonte energética alternativa. Se for um vulcão de lama, então o “ovo estrelado” representará uma nova classe destas formações geológicas.
Para adensar mais o enigma, descobriu-se uma outra estrutura geológica, semelhante mas mais pequena, a uns três ou quatro quilómetros de distância: esse ovinho geológico é a elevação que, na imagem aqui publicada, se encontra do lado direito.
A apresentação da descoberta, num poster na maior reunião mundial de investigadores das ciências da Terra, abriu o debate à comunidade científica internacional. Os cientistas portugueses puderam trocar impressões com colegas estrangeiros, e as opiniões dividiram-se entre a cratera de impacto e o vulcão de lama. “Não há nada semelhante conhecido”, sublinha Pinto de Abreu.
Por Teresa Firmino
Territórios que podem ficar submersos 02/12/2009
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Ameaçados pela subida das águas, alguns territórios arriscam-se a desaparecer
Quiribati – O primeiro a desaparecer
No final dos anos 90, algumas ilhas e ilhéus deste arquipélago do Pacífico foram submersas. O Quiribati, que é o primeiro território a celebrar a chegada do Novo Ano, será o primeiro a desaparecer na opinião dos especialistas. O seu Presidente, Anote Tong, avisou estar-se perante o ponto de não retorno. A população está a ser transferida para a Austrália e Nova Zelândia.
Vanuatu – A ameaça crescente do mar
O arquipélago, constituído por mais de 80 ilhas, ainda não viu nenhum dos seus territórios ser submerso, mas algumas das regiões costeiras tiveram de ser evacuadas devido à subida do nível das águas. As ilhas mais próximas das costas australianas têm sido as mais afectadas por este processo. O Governo de Vanuatu prevê, a prazo, o abandono de algumas ilhas.
Ghoramara – O perigo de ser submersa
A ilha de Ghoramara, localizada na baía de Bengala, perdeu mais de 80 quilómetros quadrados nas últimas décadas. Considera-se que, perante o ritmo de subida das águas, pode desaparecer em menos de 50 anos, forçando a transferência dos seus cinco mil habitantes. A vizinha ilha de Lohachara, que chegou a albergar dez mil pessoas, desapareceu na década de 80.
Maldivas – 360 mil em perigo
O arquipélago do Índico é formado por 1200 ilhas, mas 80% encontra-se menos de um metro acima do nível do mar. Perante a subida das águas, o Governo – que já se reuniu debaixo de água – procura local alternativo para transferir 360 mil habitantes. Como medida preventiva, ergueu barreiras de protecção com mais de três metros na ilha de Malé, onde está a capital.
Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1436116&seccao=Biosfera
Mais seis graus até ao fim do século 20/11/2009
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Nas vésperas da Cimeira de Copenhaga continuam a ser produzidos estudos que mostram uma aceleração da produção de gases com efeito de estufa. Mas neste caso há uma conclusão mais grave: os sistemas naturais de absorção de dióxido de carbono (oceanos, florestas) estão a ficar menos eficientes
A duas semanas da cimeira das Nações Unidas sobre clima, em Copenhaga, continuam a ser publicados estudos com indicadores contraditórios sobre o estado do planeta. Ontem, foi divulgado na revista Nature Geoscience um estudo inserido no Projecto Global de Carbono (PGC) cujas conclusões são, no mínimo, alarmantes.
Segundo concluiu a equipa de Corinne Le Quéré, da Universidade de East Anglia e do British Antarctic Survey, as emissões de dióxido de carbono (CO2) aumentaram 29% na actual década. A manter-se a tendência de emissões de gases com efeito de estufa, a temperatura média do planeta poderá aumentar 6 graus centígrados até ao final do século XXI.
Refira-se que o PGC é uma rede científica internacional que recolhe e analisa dados de milhares de observações. O dióxido de carbono resulta da queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo) e é considerado o gás com efeito de estufa que mais contribui para as alterações climáticas.
A nível político, houve uma tentativa de entendimento para a redução das emissões, o Protocolo de Quioto, cujos níveis após 2012 vão ser negociados em Copenhaga. O ano de referência é 1990. A avaliar pelos números deste estudo, e em relação aos valores base do Protocolo de Quioto (1990), o aumento das emissões foi de 41%. Entre 2000 e 2008, o ritmo anual de aumento de dióxido de carbono produzido foi de 3,4%. A equipa de cientistas britânicos também concluiu que a recente crise financeira internacional provocou uma redução no ritmo das emissões globais, com o aumento a limitar-se a metade dos anos anteriores.
Há uma conclusão ainda mais preocupante: trata-se da avaliação da proporção do dióxido de carbono que fica na atmosfera e do que é absorvido pelos oceanos e florestas. Nos últimos 50 anos a proporção média de gás que ficou na atmosfera foi de 43% do emitido, mas os últimos anos indicam uma menor eficiência destes sistemas naturais de compensação. A proporção do dióxido de carbono atmosférico subiu para 45%.
Estes dados podem ter enormes implicações políticas, pois as potências industrializadas querem limitar o aumento da temperatura média do planeta a 2 graus centígrados até 2100. A redução das emissões negociada em Copenhaga teria de ser bem mais drástica do que parece ser possível, dada a resistência de muitos países. Um aumento de 6 graus centígrados, como sugere este estudo, teria vastas implicações: extremos climáticos, tempestades catastróficas, aumento do nível dos oceanos, fomes e secas em larga escala.
por Luís Nave
Fonte http://dn.sapo.pt
Se o tsunami de 1755 fosse hoje morreriam cem mil 12/11/2009
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Geólogos estudam vestígios do passado para documentar o terramoto e tsunami que devastou Lisboa e afectou o Algarve em 1755. Com o litoral a ser o local preferido de grande número da população portuguesa, uma catástrofe idêntica poderia matar cem mil pessoas, diz o especialista César Andrade. Quanto mais tempo passar, maior será a intensidade do fenómeno
“Se houver um tsunami que afecte Lisboa, será de uma magnitude e um impacto impressionantes.” O geólogo César Freire de Andrade defende que, se um maremoto idêntico ao que ajudou a destruir a capital e afectou o Algarve em 1755 acontecesse hoje, o número de vítimas poderia ascender a cem mil.
Cerca de seis mil pessoas terão morrido há 254 anos no tsunami, isto sem contabilizar aquelas que não resistiriam ao terramoto que antecedeu a onda. O professor da Faculdade de Ciências de Lisboa diz ser hoje possível determinar que terá tido uma altura de seis metros. Quanto à sua extensão, as construções entretanto erguidas nos locais afectados impossibilitam que seja feito um registo geológico. Mas a previsão é que o mar terá entrado em terra até onde actualmente se situa o Teatro Nacional D. Maria II, no Rossio.
Já no Algarve, a onda terá atingido os 11 a 15 metros, com algumas zonas a penetrar 300 a 1100 metros da costa.
O geólogo está a efectuar um estudo para “reconstituir eventos” como o de 1755, averiguando o impacto que tiveram no litoral português e que hoje será apresentando no Padrão dos Descobrimentos.
“É um trabalho de detective, uma espécie de CSI, mas nas rochas”, diz o professor ao DN. O trabalho consiste em furar a coluna de sedimentos – que é formada pelos materiais que o mar carregou, tendo os depósitos ficado enterrados -, sendo que “cada camada é uma folha, que conta uma história”.
“Se formos capazes de interpretar sedimentos, é possível partir para a reconstrução de eventos. Por exemplo, estudamos os fósseis, mas interpretando-os no ambiente em que viveram. Desta forma podemos calcular a velocidade da água, se era doce ou salgada, a velocidade da corrente”, salienta.
Quanto à profundidade a que é necessário furar para estudar um evento como o de 1755, César Andrade diz que não ultrapassa os dois metros.
Este tipo de investigação é fundamental para ajudar a prevenir os efeitos futuros. “A questão não é se vai haver um tsunami, é quando e onde”, alerta César Andrade, acrescentando que, “quanto maior for o intervalo, maior será a intensidade do maremoto”.
Porém, a geologia apenas pode estudar o passado, mas prever um tsunami “é impossível”. “Apenas podemos fazer uma estatística, tentar calcular os intervalos de retorno, que são milenares para eventos de grande intensidade”, afirmou. Isto não significa que só aconteça um em cada mil anos. “Podem acontecer dez”, diz. “Há que não criar pânico, mas não podemos estar tão descansados como isso.”
por Elisabete Silva
Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1412968
Zumbido de abelha não é música para elefante 06/11/2009
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Um grupo de investigadores da Universidade de Oxford investigou o comportamento dos elefantes quando confrontados com alguns ruídos, e descobriram que o zumbido das abelhas afecta e, de alguma forma, afugenta os elefantes.
Os investigadores acreditam que o segredo pode estar no facto de ser frequente as abelhas entrarem na tromba dos elefantes e depois ferrarem no interior das mesmas, causando dores intensas nestes grandes animais.
Assim, e por experiência acumulada, os elefantes temem as abelhas e evitam-nas assim que detectam o seu zumbido, afastando-se dos locais onde existem colmeias ou onde as abelhas fazem a colecta de pólen.
Para testar a teoria, uma equipa de investigadores, patrocinada pela ONG Save the Elephants, escondeu megafones junto a alguns milharais, através dos quais reproduziam os sons das abelhas quando algum grupo de elefantes se aproximava. Concluíram que, em poucos segundos, os animais se afastavam dessas zonas.
Apesar de funcionar, esta prática está longe de ser a solução para a constante batalha que populações e elefantes travam pelas sementeiras de milho ou de outros produtos alimentares agrícolas, um pouco por todo o continente.
É que, para além de não ser viável ter megafones e aparelhos de som espalhados por todas as sementeiras e hortas, nem ter pessoas a operar os equipamentos de som, acredita-se que rapidamente os elefantes se iriam aperceber que só havia zumbido e não abelhas e que a curto prazo deixariam de temer o zumbido dos insectos.
Outras soluções utilizando as abelhas foram consideradas para manter os elefantes longe das populações, mas dada a excepcional agressividade das abelhas africanas, foi eliminada qualquer possível parceria entre abelhas e agricultores, que temem os elefantes mas que também sofrem com alguma frequência com os ataques das abelhas.
Condomínio da Terra 20/10/2009
Posted by Estefânia Pires in Noticias.Tags: Condomínio, Terra
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